A Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), custou R$ 608,50 em setembro de 2026, apresentando um aumento de 3,64% em relação ao mês anterior, agosto, o que representa uma elevação nominal de R$ 21,38.
Entre os 25 produtos que compõem a cesta, 17 tiveram aumento de preço, com destaque para o tomate (43,75%), flocão de milho (34,48%) e batata inglesa (34,16%). Por outro lado, 8 produtos registraram queda nos preços, como cenoura (-7,46%) e feijão (-5,17%).
As condições climáticas, com chuvas e temperaturas amenas nas regiões produtoras, influenciaram o aumento nos preços, especialmente do tomate, que teve sua oferta reduzida nos mercados. O fenômeno de tomates verdes nos entrepostos também foi notado, característico de períodos de valorização.
O grupo de produtos essenciais para o almoço soteropolitano, que inclui feijão, arroz e carnes, teve um aumento de 5,27%, representando 37,78% do valor total da cesta. Já os ingredientes para o café da manhã, como café e leite, subiram 0,57%, correspondendo a 35,35% do valor total.
Um trabalhador em Salvador precisou dedicar 89 horas e 16 minutos para adquirir uma Cesta Básica, o que equivale a 40,58% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, após a dedução de 7,50% para a Previdência Social.
