sábado, 17 de outubro de 2026
Postado emAgro, Bahia

Seagri implementa dessalinização para irrigação no semiárido baiano

Seagri implementa dessalinização para irrigação no semiárido baiano
Seagri implementa dessalinização para irrigação no semiárido baiano
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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) adquiriu 30 equipamentos de dessalinização de água, visando aumentar o uso de água salobra na irrigação e fortalecer a produção agrícola no semiárido da Bahia.

A entrega simbólica dos equipamentos, que utilizam a tecnologia israelense Alvátech, ocorreu no Parque de Exposições de Salvador, com a presença de representantes da Seagri e da empresa ActiveWater.

O projeto tem como meta ampliar a produção agrícola e fortalecer a agricultura familiar, com foco em atividades como a caprinovinocultura, conforme afirmou o secretário da Agricultura, Vivaldo Góis. Ele ressaltou a importância de fornecer água em regiões com chuvas irregulares para melhorar a alimentação de caprinos e ovinos, o que pode aprimorar a genética dos animais e aumentar as oportunidades de comercialização e exportação de carne de qualidade.

Os equipamentos serão acompanhados de kits de irrigação e placas solares, sendo instalados em poços perfurados pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), onde foi identificada água salobra. O projeto-piloto começará em áreas com poços de alta vazão e concentração de produtores, como Uauá.

A tecnologia Alvátech, segundo Armando Falul, representante da ActiveWater, utiliza ondas eletromagnéticas para reduzir a salinidade da água, tornando-a adequada para irrigação e aumentando a produtividade agrícola.

Além disso, o projeto integra sistemas de irrigação movidos a energia solar, bombas para poços e estruturas de adução, com assistência técnica e capacitação para os produtores. A iniciativa visa aumentar a eficiência no uso da água, reduzir custos operacionais e criar condições para ampliar a produção de alimentos, frutas e forragens em áreas afetadas pela escassez hídrica.

A viabilidade econômica de cada módulo dependerá da cultura escolhida, das práticas de manejo e da gestão eficiente dos recursos disponíveis.

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