O 8º Seminário de Toxicologia, realizado em Salvador, abordou a contaminação química em São Tomé de Paripe, com a apresentação das ações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) nesta sexta-feira (28).
O evento, promovido pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), reuniu profissionais e especialistas para discutir os impactos da contaminação e estratégias de gestão e redução de riscos à saúde da população.
A especialista do Inema, Aline Almeida, detalhou as ações do Instituto desde a denúncia registrada em fevereiro deste ano, destacando a necessidade de uma atuação integrada entre diversas instituições, incluindo saúde e vigilância sanitária.
As inspeções realizadas pelo Inema entre fevereiro e abril de 2026 identificaram problemas como armazenamento inadequado de ureia e falhas no sistema de drenagem, além de uma descarga acidental de ureia no mar.
O terminal marítimo em questão, localizado na Ponta da Sapoca, opera desde a década de 1970 e passou por várias mudanças ao longo dos anos. Estudos de Gerenciamento de Áreas Contaminadas realizados a partir de 2020 já haviam identificado concentrações elevadas de poluentes.
O Inema recomendou a restrição de acesso à Praia de São Tomé de Paripe devido à presença de substâncias químicas, além de ter adotado medidas administrativas contra o Terminal Itapuã e a Gerdau Aços Longos.
