O III Congresso Internacional Diálogos Humanistas, iniciado nesta terça-feira (1º.9) no Hotel Mercure Rio Vermelho, em Salvador, aborda como manter a dimensão humana do Direito em um mundo marcado pela inteligência artificial, desigualdades e novos tipos de exclusão. O evento reúne representantes de sistemas de Justiça, universidades e instituições nacionais e internacionais para discutir temas como democracia, direitos humanos, geopolítica e privacidade.
O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, que representou também o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) e o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM/BA), destacou a importância do diálogo e da escuta para enfrentar questões complexas que transcendem fronteiras e áreas do conhecimento. “O diálogo pressupõe união e escuta. E a escuta exige humildade”, afirmou.
Inaldo Araújo enfatizou que o debate sobre tecnologia deve ir além das capacidades das máquinas, focando nas escolhas feitas por quem as desenvolve e utiliza. Ele alertou que, embora a inteligência artificial possa facilitar o acesso à Justiça, também pode acentuar desigualdades, ressaltando que “a inteligência pode ser artificial, mas a responsabilidade jamais poderá ser”.
O promotor de Justiça Clodoaldo Silva da Anunciação, idealizador do Congresso, compartilhou uma experiência pessoal ao homenagear sua mãe, Dona Maria Rita, e incentivou os estudantes presentes a buscarem conhecimento. “Aproveite um momento desse para buscar conhecimento. Tenha esse projeto de vida. Estude”, disse.
Representando o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o desembargador Josevando Souza Andrade defendeu um Direito que enfrente desigualdades e promova a justiça social. O promotor de Justiça Márcio Fahel ressaltou a importância do Congresso em um contexto internacional de conflitos, enquanto a reitora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), professora Adriana dos Santos Marmori, destacou a necessidade de convivência entre diferentes identidades.
Na programação, Inaldo Araújo apresentou a palestra “Desigualdade, educação e controle responsivo”, enfatizando a importância de uma fiscalização que busque resultados efetivos nas políticas públicas. Ele questionou qual impacto a atuação do Estado tem na vida das pessoas, conectando a discussão à missão do Congresso de integrar Direito, Educação e diversos campos do conhecimento.
