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sábado, 17 de outubro de 2026
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Estudante de Salvador lança livro ilustrado aos 10 anos

Estudante de Salvador lança livro ilustrado aos 10 anos
Estudante de Salvador lança livro ilustrado aos 10 anos
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O gosto pela escrita e o incentivo dos educadores e da família foram os ingredientes ideais para que Marina Azeredo, de 10 anos, estudante da rede municipal de ensino de Salvador, escrevesse e lançasse seu primeiro livro. O lançamento de A Princesa da Fazenda ocorreu na tarde desta sexta-feira (16), no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Pirajá, unidade onde ela cursou toda a educação infantil desde o primeiro ano de vida.

Atualmente, Marina estuda na Escola Municipal Adilson de Souza Gallo, próxima ao CMEI Pirajá, mas escolheu lançar o livro na unidade de ensino onde cursou os primeiros anos escolares. Além de elaborar toda a história, a garota ilustrou todas as páginas da obra com desenhos da personagem principal e das cenas do enredo. Segundo Marina, a ideia surgiu de sua própria imaginação, e a mãe ajudou apenas na reorganização de algumas frases. “Eu gosto muito de ler e escrever quando estou em casa. Já escrevi outros livros, mas esse foi o primeiro a ser lançado”, revelou.

A mãe da estudante, Cinthia Azeredo, de 28 anos, disse que escrever e desenhar são os passatempos prediletos da filha. “É muito lindo ver que o passatempo de uma criança de dez anos é escrever. Eu estou muito feliz e orgulhosa.” O pai, Maurício Esteves, de 33 anos, definiu o lançamento como um momento prazeroso. “Nós, que somos da periferia, ficamos muito felizes em ver que os nossos filhos gostam de estudar, gostam de leitura e podem servir de incentivo para as outras crianças. Que esse seja o primeiro de muitos livros”, comemorou.

Já Silvana Santos, ex-professora de Marina, conta que ela sempre foi muito dedicada em sala de aula. “Ela sempre contava histórias, sempre trazia contos da vida dela. Aos três anos, ela reconhecia o nome, contava rapidamente de 1 a 30, aprendizagens avançadas para a idade dela. Ela adorava ouvir histórias, adorava desenhar, sempre foi uma criança muito desenvolvida”, contou.

Para despertar e aprimorar o interesse das crianças pela leitura e pela aprendizagem, a gestão do CMEI Pirajá realiza atividades como a formação de grupos de teatro, apresentações com dedoches, formação de bandas de música e a tradicional “rodinha”, momento em que as crianças se sentam em círculo e contam como foi o dia. “Nós temos personagens que sempre são trabalhados na ‘rodinha’ pelos professores. Todos os dias, as crianças se sentam em formato de círculo e contam como foi o final de semana, contam histórias do dia. Então as crianças dão a contribuição delas no processo pedagógico, pois elas também participam. Também temos uma diversidade boa de livros, trabalhamos numa perspectiva de conhecer tudo, numa perspectiva antirracista e diversa e contamos com uma brinquedoteca com TV para que eles assistam histórias infantis”, afirmou a diretora Patrícia Albuquerque.

Ainda segundo Patrícia, ver uma criança que foi aluna da escola lançar um livro aos 10 anos desperta o sentimento de que os educadores do CMEI Pirajá estão no caminho certo. “Marina escolheu aqui para fazer o lançamento porque foi a primeira escola dela e hoje a irmã dela também estuda aqui. Nós vamos criando esses laços com a comunidade. As crianças saem daqui e depois dão um retorno. Ficamos muito orgulhosos do trabalho que fazemos e queremos que continue, que melhore a cada dia, para poder dar condições cada vez melhores às nossas crianças”, disse.

A história criada por Marina é sobre uma menina fazendeira que recebe a visita de um mensageiro com um mapa que leva a personagem até uma fazenda mágica. A autora-mirim conta que gostou muito de desenhar as cenas e que sua ilustração preferida foi a do castelo, por ter sido a mais desafiadora. “Eu me inspirei no desenho da Barbie e o Castelo de Diamante.” Diferentemente da Barbie do filme e dos desenhos, que costuma aparecer vestida de rosa, Marina desenhou a protagonista, a princesa da fazenda, de azul. “Eu gosto muito dessa cor.”

A mãe conta como foi o processo de elaboração do livro, escrito pela garota em uma semana. Segundo ela, a filha lhe entregou a obra praticamente pronta, em uma folha de rascunho. “Eu fiz o papel editorial, que foi desafiador, mas muito gratificante. Passei as imagens para o computador, mas a história foi toda dela, os detalhes partiram dela. Eu só fiz melhorar alguns desenhos, ajudá-la a organizar alguns trechos para que ficasse mais coerente e imprimir. Ela sempre gostou de desenhar e escrever, sempre me entregou histórias feitas por ela, mas essa foi a mais elaborada, então eu pensei que precisava colocar em prática e fazer o livro. Está todo mundo incentivando e parabenizando”, disse, orgulhosa.

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