A história dos irmãos Mari e José começou a mudar quando foram acolhidos pela Vara da Infância e Juventude de Ilhéus, após serem identificados em uma situação de negligência familiar.
Mari, com seis anos, e José, com apenas dois, inicialmente viveram com a avó materna, mas a situação não se sustentou e as crianças retornaram ao acolhimento institucional. A juíza Sandra Magali Mendonça, da Vara da Infância, explicou que a avó não aceitava a presença dos irmãos em sua casa.
O retorno ao acolhimento foi difícil para Mari, que já havia enfrentado rupturas familiares. Com acompanhamento técnico, os irmãos foram preparados para a adoção, respeitando suas histórias e sentimentos.
Foi então que surgiram Erick Diego Fraga e Tatiane de Almeida Guimarães, um casal do Rio de Janeiro que desejava adotar irmãos. “O primeiro contato foi feito e a resposta foi imediata: ‘São nossos filhos’”, contou a juíza.
A aproximação ocorreu em Ilhéus, com um período de convivência de 15 dias, antes da mudança para o Rio de Janeiro. Nove anos depois, Mari expressa gratidão: “Para mim, família é amor, carinho e estar sempre presente. Isso mudou minha vida completamente.”
A história de Mari e José destaca a importância do trabalho das Varas da Infância e Juventude na promoção do direito à convivência familiar e a possibilidade de adoção de irmãos.
Para quem deseja adotar, o primeiro passo é procurar a Vara da Infância e Juventude local. O processo de habilitação é gratuito e pode ser iniciado por maiores de 18 anos, com a diferença mínima de 16 anos entre adotante e adotando.
Os interessados podem realizar o pré-cadastro pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), apresentando seus dados e o perfil da criança ou adolescente que desejam adotar.
