domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emBahia, Vida e Saúde

TJBA discute retomada de adoções internacionais para crianças com perfil de adoção tardia

TJBA discute retomada de adoções internacionais para crianças com perfil de adoção tardia
TJBA discute retomada de adoções internacionais para crianças com perfil de adoção tardia
Publicidade

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promoveu, no dia 20 de julho, uma reunião de alinhamento para ampliar e fortalecer o processo de adoção internacional no estado. O encontro, realizado na sede do Tribunal em Salvador, contou com a parceria da Autoridade Central Administrativa Federal (ACAF), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“A adoção internacional é excepcional. Ela representa uma possibilidade de dar a crianças e adolescentes mais velhos, com deficiências ou grupos de irmãos, o direito de convivência familiar e de um desenvolvimento satisfatório”, declarou o Presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI-BA), Juiz Arnaldo José Lemos de Souza.

O Desembargador Salomão Resedá destacou que a Bahia realizou apenas uma adoção internacional nos últimos seis anos. “Nós temos muitas crianças e adolescentes que não são adotados pelos nacionais e que estão perdendo as chances de uma família internacional. Por isso nos reunimos hoje, para quebrar esse paradigma que estancou lá em 2020”, afirmou.

Participaram da reunião membros da Corregedoria-Geral da Justiça, da CEJAI-BA, organismos credenciados (organizações sem fins lucrativos autorizadas pelo Governo Federal que atuam como intermediárias entre os países) e demais integrantes da rede de proteção da infância e juventude. Maria de Fátima Farias, representante do Serviço Regional de Adoção Internacional (SRAI), celebrou a retomada: “Agora, na Bahia renasce a esperança de que possamos retornar com as adoções para o bem das crianças e a garantia dos seus direitos”.

A adoção internacional segue a Convenção da Haia de 1993, o Decreto nº 3.087/99 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O processo ocorre quando crianças e adolescentes são incluídos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e, após esgotadas as possibilidades de adoção no Brasil, são encaminhados para adoção internacional, especialmente nos casos de grupos de irmãos, crianças com deficiência ou com idade superior a 10 anos.

Mais informações sobre o processo de adoção internacional podem ser obtidas no site do TJBA ou pelo aplicativo A.dot SNA, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça, que reúne dados sobre crianças e adolescentes com maior dificuldade de conseguir uma família.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Bahia Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior TJBA realiza sessão histórica do Órgão Especial em Ilhéus, aproximando Justiça da população Próxima → Cantina Tarantella se destaca no mercado de pizzarias em Teixeira de Freitas