A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), realizou nesta segunda-feira (27) um seminário sobre políticas públicas para mulheres. O evento, no auditório da pasta, reuniu cerca de 90 participantes e homenageou 15 mulheres, entre servidoras e usuárias dos serviços de assistência social.
A atividade alusiva ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha integrou o circuito Mulheres Negras em Movimento. Foram homenageadas 12 servidoras e três mulheres assistidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), reconhecendo trajetórias e valorizando a contribuição das mulheres negras para a sociedade.
O seminário foi promovido pelo Núcleo Interno do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), implementado pela Prefeitura e coordenado pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur). O programa busca combater o racismo institucional e promover a igualdade racial na administração pública municipal.
A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, ressaltou a necessidade de reconhecer o papel das mulheres negras. “Precisamos entender nosso papel. Saber onde estamos, como trabalhamos e quais devem ser as políticas desenvolvidas, além do papel que essas mulheres exercem na sociedade”, afirmou.
A assistente social e fundadora do PCRI, Carmen Flores, destacou a contribuição do programa. “O programa contribuiu muito para que os profissionais entendessem que são necessárias atitudes antirracistas. A população negra é maioria em Salvador e, mesmo assim, está na base das desigualdades”, disse.
O secretário da Sempre, Júnior Magalhães, enfatizou a valorização das trajetórias. “As mulheres negras representam como ninguém a cidade de Salvador. Homenagear essas mulheres é homenagear Salvador e dar dignidade para combater o racismo institucional”, declarou.
Entre as homenageadas, Graziela de Novais, coordenadora do Cras Ilha de Bom Jesus dos Passos há 15 anos, expressou emoção. “É o reconhecimento do meu trabalho, do acolhimento e do serviço prestado à comunidade. Sou uma mulher negra e vim dessa situação de vulnerabilidade”, afirmou.