No Dia Mundial de Combate à Desertificação, celebrado nesta quarta-feira (17), um seminário em Juazeiro destacou a importância de atualizar o Plano Estadual de Ação contra a desertificação na Bahia, onde mais de 80% do território é suscetível ao fenômeno.
O evento, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) em parceria com diversas instituições, reuniu mais de 100 participantes, incluindo representantes do poder público, organizações sociais e comunidades locais. O objetivo foi discutir estratégias para enfrentar a degradação das terras e promover a convivência sustentável no Semiárido.
Luiz Araújo, superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, enfatizou a necessidade de ouvir as populações afetadas para construir soluções eficazes. “As raízes do problema também são as raízes da solução”, afirmou, ressaltando a importância do conhecimento local.
O seminário também faz parte do processo de atualização do Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação da Bahia (PAE-BA), que orienta ações de prevenção e recuperação de áreas degradadas. Tiago Porto, diretor de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, apresentou um panorama das políticas estaduais e destacou a necessidade de adaptação às mudanças climáticas.
Durante o evento, especialistas discutiram os impactos da degradação das terras, com dados indicando que cerca de 9 milhões de hectares na Bahia estão em condições de degradação moderada a alta, especialmente no bioma Caatinga. A professora Deorgia Souza ressaltou a importância de áreas ocupadas por comunidades tradicionais para a conservação ambiental.
O seminário também incluiu uma feira de economia solidária e um Carrossel de Experiências, onde os participantes puderam discutir temas como gestão sustentável das terras e adaptação às mudanças climáticas. As contribuições coletadas serão utilizadas na Oficina de Atualização do PAE-BA, que ocorrerá nesta quinta-feira (18), visando fortalecer as estratégias de enfrentamento à desertificação no estado.