Na tarde desta terça-feira (25.08), 34 estudantes do 3º ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar (CPM) Diva Portela, de Feira de Santana, participaram do programa Casa Aberta no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA). A iniciativa visa aproximar jovens do funcionamento de uma instituição pública de controle e mostrar a importância da fiscalização dos recursos públicos.
Recebidos pela assessora da Escola de Contas Conselheiro José Borba Pedreira Lapa (ECPL), Olgacy Devay, os alunos assistiram ao filme institucional e conversaram com o conselheiro Inaldo Araújo, diretor da ECPL, e com o chefe da Assistência Militar, coronel Anildo Batista. O conselheiro destacou a disciplina como diferencial dos estudantes e os incentivou a persistir nos estudos.
Durante a visita, os jovens conheceram a Ouvidoria, com o ouvidor-adjunto Raimundo Mercês, que explicou como apresentar denúncias e sugestões. “A gente não pode apenas se indignar, apenas chorar, apenas ficar chateado. A gente tem que usar essa oportunidade como uma forma de melhoria para que outras pessoas que venham depois de nós tenham um serviço ou um atendimento melhor”, afirmou.
Também assistiram a uma sessão plenária no Auditório Conselheiro Lafayette Pondé e visitaram a Biblioteca Conselheiro Adhemar Martins Bento Gomes. A servidora Ane Gleide da Conceição ressaltou que “a biblioteca não é um lugar de depósito, é um lugar de livros, de revistas, mas é um lugar de conhecimento”.
Na reta final, a diretora-adjunta da ECPL, Iaisa Sampaio, incentivou os alunos a acreditarem nos sonhos: “O caminho é difícil, mas quando a gente persiste, a gente consegue. Então sonhem, acreditem e estudem”. A programação encerrou com o jogo “Conta Comigo!”, um quiz sobre cidadania e controle social.
O professor Washington Rodrigo Machado da Silva avaliou a visita como enriquecedora, pois permite compreender o papel do Tribunal no controle das contas do Estado. O major PM Hardson Sousa Oliveira destacou que a experiência amplia horizontes: “Eu tenho certeza que os alunos vão voltar, além do conhecimento, com as cabeças mais abertas e com o compromisso de possivelmente até querer também ser um conselheiro ou ser um auditor”.
Os estudantes também compartilharam suas impressões. Uriel Damião, de 17 anos, afirmou que “todos deveriam ter a oportunidade de conhecer mais o seu próprio Estado e seus agentes da administração pública”. Valentina Moraes, também de 17 anos, disse que a visita ajudou a ampliar perspectivas em um momento de escolhas.