No Dia dos Pais, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) destaca a importância da adoção, apresentando a história do cabeleireiro Alexandre Rank, que adotou quatro irmãos em 2022. A família vive em Jacobina, no norte da Bahia, e é um exemplo de como o afeto pode superar laços sanguíneos.
Alexandre, que sempre sonhou em ser pai, se habilitou no Sistema Nacional de Adoção (SNA) por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJBA. Ele conheceu um dos irmãos durante uma viagem e, ao descobrir que a criança tinha outros irmãos, decidiu adotar todos: João Paulo, de 15 anos; Jailton, de 14; Ailton, de 12; e Ana Clara, de 6.
“Eu queria ser pai deles, cuidar, amar, respeitar e me dedicar ao máximo para que eles fossem felizes. Posso dizer que foi a melhor escolha da minha vida”, afirma Alexandre. O filho Jailton, de 14 anos, define o pai como “meu porto seguro, meu melhor amigo e o bem mais precioso que eu tenho na vida”.
Na Bahia, 743 crianças e adolescentes já foram adotados, segundo o TJBA. A coordenadora da CIJ, desembargadora Andrea Paula Matos de Miranda, ressalta que “ser pai é exercer a paternidade de forma ativa e comprometida”, indo além do sustento financeiro. “É assumir responsabilidades e contribuir para que a criança ou o adolescente cresça com segurança, dignidade e amor”, completa.
Para quem deseja adotar, o processo é gratuito e começa nas varas de Infância e Juventude. A idade mínima é 18 anos, independentemente do estado civil, e é preciso respeitar a diferença de 16 anos entre adotante e adotando. Em comarcas com o novo SNA, é possível fazer um pré-cadastro com o perfil desejado da criança.
