O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) entregou nesta quinta‑feira (30) o selo “Cartório Acolhedor” a 14 delegatários e lançou a segunda edição do projeto “Novos Lares, Novos Olhares”, iniciativa que visa capacitar jovens em situação de vulnerabilidade.
Alinhado à Resolução nº 543/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto está sob a gestão da Corregedoria‑Geral do Foro Extrajudicial e oferece formação e oportunidades de trabalho a adolescentes a partir de 14 anos que vivem em instituições de acolhimento, bem como a egressos há menos de 24 meses.
No discurso de abertura, o presidente do TJBA, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, ressaltou o papel do Judiciário na promoção da equidade, afirmando: “Além de oferecer prestação formal, faz‑se necessário oportunizar meios, para que eles e elas conquistem autonomia, dignidade e, sobretudo, inserção no mercado de trabalho”.
A cerimônia homenageou 14 delegatários pelos esforços de seus cartórios na inserção de jovens aprendizes nas serventias extrajudiciais, e encerrou com a assinatura do protocolo de intenções pelos registradores interessados.
A Corregedora‑Geral do Foro Extrajudicial, Desembargadora Pilar Célia Tobio de Claro, avaliou o sucesso da iniciativa, dizendo: “Esse projeto parte para a segunda edição não mais como estreante, mas como uma ação que veio para ficar. O nosso sonho é que ele crie vários ramos e que seja uma grande colheita lá na frente”.
Para o titular do Cartório de Registro Civil de Seabra, André Leonardo de Almeida, participar do programa significa abrir novas oportunidades: “Tão importante quanto à inserção no mercado de trabalho é que o jovem esteja em um ambiente saudável, com pessoas que contribuam para o seu crescimento”.
O primeiro passo para a inclusão de jovens é a capacitação. A Corregedoria reúne dados das Casas de Acolhimento da Bahia e dos jovens, compartilha com as unidades extrajudiciais, que então contatam a instituição mais próxima, realizam entrevistas e formalizam a contratação. Após o contrato, a serventia deve comunicar a Corregedoria‑Geral do Foro Extrajudicial pelo e‑mail [email protected]. Mais informações estão disponíveis na cartilha oficial do projeto.