No segundo dia do seminário em Juazeiro, no norte da Bahia, as discussões sobre desertificação e convivência sustentável no semiárido foram aprofundadas. O evento, que ocorreu na quinta-feira (18), reuniu representantes de comunidades tradicionais, povos indígenas, gestores públicos e pesquisadores, e faz parte das atividades em homenagem ao Dia Mundial de Combate à Desertificação, celebrado em 17 de junho.
Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) em parceria com diversas instituições, o seminário promoveu um espaço de escuta e troca de experiências entre os territórios afetados pela degradação do solo e escassez hídrica. Guido Brasileiro, coordenador da Sema, destacou que o encontro é uma oportunidade para avaliar e construir soluções coletivas.
A participação de povos originários e comunidades tradicionais foi um ponto central das atividades. Ednailson Ribeiro, do povo indígena Tuxi, enfatizou a importância das comunidades na preservação da Caatinga. “Nós somos cuidadores da Caatinga. E nesse seminário, saímos daqui com muitas ações voltadas a esses projetos”, afirmou.
Uilsa Maria, da comunidade Rochedo, abordou os desafios enfrentados pelas populações do semiárido e a necessidade de políticas públicas contínuas. “Precisamos buscar políticas que ajudem essas pessoas que permanecem nesse lugar”, destacou.
João Manoel, do quilombo do Camisa, ressaltou a importância da troca de conhecimentos entre o poder público e as lideranças comunitárias. “Esse aprendizado é muito rico e fortalece nossas comunidades”, disse.
Durante a semana, o seminário contou com palestras técnicas, rodas de diálogo e visitas técnicas, como a realizada na comunidade Malhada de Areia, onde a Sema discutiu estratégias de convivência com o semiárido e medidas para enfrentar a degradação das terras.