A Zambiapunga, manifestação cultural de matriz africana, une gerações no Baixo Sul da Bahia. Em Nilo Peçanha, a tradição é parte da identidade local e acontece na madrugada de 1º de novembro, véspera do Dia de Finados.
Com raízes nos povos bantos, especialmente do Congo e Angola, a Zambiapunga é caracterizada por máscaras, roupas coloridas e instrumentos de percussão. A preparação dos cortejos envolve o compartilhamento de saberes entre os participantes, desde a confecção dos figurinos até a execução das músicas.
Reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia em 30 de novembro de 2018, a Zambiapunga é registrada no Livro do Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
Walmorio San, representante da manifestação em Nilo Peçanha, destacou a importância da patrimonialização, que aproximou os grupos e fortaleceu a defesa da Zambiapunga. Desde 2019, os grupos realizam o Encontro de Caretas Zambiapunga, que já teve três edições, promovendo a continuidade da tradição.
Crianças e adolescentes também participam da preservação cultural por meio do projeto Agentes Culturais do Zambiapunga Mirim, que oferece atividades de educação patrimonial e oficinas. O objetivo é valorizar a história da Zambiapunga e incentivar o amor pela cultura entre os jovens.
A VII Semana de Arte e Cultura Zambiapunga ocorrerá de 30 de outubro a 1º de novembro de 2026, em Nilo Peçanha, com uma programação diversificada que inclui oficinas, apresentações musicais e cortejos. O evento visa celebrar e fortalecer a manifestação cultural entre as novas gerações.