A norte-americana Desiree Marietta Gray e seu marido, Domagoj Curic, enfrentaram o medo e a barreira do idioma durante o parto de sua filha no Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. Sem dominar o português e morando na região há apenas quatro meses, o casal chegou à emergência obstétrica em busca de ajuda.
O momento de angústia foi transformado em acolhimento humanizado graças ao funcionário Breno de Jesus Ferreira, que atuou como intérprete e facilitou a comunicação entre os novos pais e a equipe médica. Ele também auxiliou na tradução de informações essenciais sobre o registro civil da bebê e continuará a acompanhar o pós-parto de Desiree.
O acolhimento do casal é parte da estratégia de humanização do hospital, que busca atender todos os pacientes com respeito e cuidado. “O SUS é um patrimônio nacional. Mas ele é universal e temos que ter um olhar de respeito e cuidado com todos os nossos pacientes”, afirmou Maria das Graças Souza, coordenadora do Serviço Social.
Desiree e Domagoj expressaram sua gratidão pelo atendimento gratuito do SUS no Brasil, destacando a importância do serviço para estrangeiros. “Impressionante ver uma estrangeira sendo também atendida e acolhida da mesma forma que a brasileira”, elogiou Desiree.
Além do acolhimento, o hospital promove cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para melhorar a comunicação com pacientes com deficiência auditiva, reforçando seu compromisso com a humanização e inclusão no atendimento.
Inaugurado em dezembro de 2021, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é a única maternidade 100% SUS no sul da Bahia, com 105 leitos e especializada no atendimento a partos de alto risco e aos Povos Indígenas do estado.
