A Bahia, que possui o maior rebanho de caprinos e ovinos do Brasil, com 10,7 milhões de cabeças, reativou a Câmara Setorial da Caprinovinocultura. A primeira reunião do colegiado aconteceu nesta segunda-feira (19) e contou com a participação de representantes do Governo e do setor produtivo, com o objetivo de definir estratégias e políticas públicas para modernizar a criação desses animais no estado.
O secretário da Agricultura, Vivaldo Góis, enfatizou a importância da colaboração entre o Governo e os criadores, afirmando que a reativação da Câmara representa um marco significativo para a cadeia produtiva, que é crucial para a economia e a sociedade, especialmente nas comunidades do semiárido. “Vamos trabalhar junto com os produtores para ampliar a produtividade e abrir novos mercados”, destacou.
A reativação da Câmara atende à demanda dos criadores por maior diálogo e participação nas decisões do setor, especialmente para pequenos produtores da agricultura familiar. O presidente da Cooperativa dos Empreendedores Rurais de Jussara, Gilvan Soares de Brito, ressaltou a importância do espaço para apresentar demandas e construir soluções em conjunto com o Governo.
A iniciativa faz parte de um projeto da Seagri, em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães, que visa reativar um total de 22 Câmaras Setoriais. Essas instâncias consultivas são essenciais para a formulação e avaliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas.
Durante o encontro, a Seagri apresentou iniciativas como um projeto-piloto para tratamento de água de poços, visando melhorar a irrigação agrícola e a alimentação dos rebanhos. Também estão previstas ações de capacitação e melhoramento genético dos animais, além de articulações com países como os Emirados Árabes Unidos para expandir as exportações da carne baiana.
A Bahia mantém sua liderança nacional na criação de ovinos e caprinos, com cerca de 6 milhões de ovinos e 4,7 milhões de caprinos, conforme dados do IBGE. O crescimento de 13,9% no rebanho ovino e 9,7% no caprino demonstra o potencial de expansão da atividade no estado.