O Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), está intensificando suas ações de monitoramento e prevenção no Oeste da Bahia, em resposta ao aumento do risco de incêndios florestais. Durante o período crítico, as temperaturas podem ultrapassar 41 °C e a umidade do ar pode cair abaixo de 15%, criando condições favoráveis à propagação do fogo.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realiza monitoramento diário de focos de calor usando imagens de satélite, permitindo identificar áreas de maior risco e direcionar as equipes de combate. As informações são compiladas em boletins técnicos enviados ao Corpo de Bombeiros e às equipes responsáveis pela contenção de incêndios.
Aldirio Almeida, coordenador de meteorologia do Inema, destacou que o acompanhamento é intensificado entre setembro e outubro, quando a vegetação está mais seca. Ele alertou que o fenômeno El Niño pode agravar a situação, tornando o monitoramento ainda mais essencial.
O Programa Bahia Sem Fogo busca mobilizar a população e o setor rural para reduzir o uso inadequado do fogo e prevenir incêndios. A suspensão da Declaração de Queima Controlada em todo o estado, estabelecida pela Portaria nº 35.277, é uma das medidas adotadas para reforçar a prevenção.
Pablo Rebelo, coordenador do programa, ressaltou que, apesar das condições climáticas adversas, não houve aumento significativo nas ocorrências de incêndios entre 2025 e 2026, devido à atuação eficaz dos bombeiros e às ações de conscientização.
Além do Inema, outras instituições como o Inpe e o Inmet também colaboram com informações meteorológicas que auxiliam no monitoramento do risco de incêndios. O Programa Bahia Sem Fogo, criado em 2010, integra diversas entidades em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no estado.
