Nesta quinta-feira, 27, a Ouvidoria Cidadã e o Núcleo de Equidade Racial (NER) da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) realizaram uma escuta ativa no Parque Pedra de Xangô, localizado no bairro de Cajazeiras, em Salvador. O objetivo foi ouvir a comunidade e lideranças de terreiros sobre as condições atuais do local.
Os relatos recebidos destacaram a sensação de abandono do parque, com problemas como falta de segurança, iluminação inadequada e esgoto a céu aberto. A reunião contou com a presença da coordenadora do NER, Monica Antonieta, da ouvidora-geral, Tamikuã Pataxó, e da ouvidora-adjunta, Tiffany Odara, além de outras servidoras.
A matriarca Lindinalva Brasília, conhecida como Yá Dialá, expressou sua preocupação: “Isso aqui não era para estar do jeito que está. Essa pedra pode emborcar qualquer dia. Eu peço por Deus, pelos Orixás, por Xangô que nos ajude. Isso me dói.”
A iniciativa de visitar o Parque surgiu de uma demanda apresentada à Ouvidoria Cidadã em um evento realizado há dois meses. A partir dos relatos, a Ouvidoria convidou o NER para entender melhor as violações e necessidades da comunidade local.
A ouvidora-geral, Tamikuã Pataxó, enfatizou a importância de estar presente no território: “Quando a gente pisa no território, a gente sente com a alma”. O encontro teve como objetivo ouvir as demandas e identificar possíveis violações relacionadas ao racismo religioso.
A Defensoria Pública se comprometeu a encaminhar as demandas aos órgãos responsáveis pela manutenção e segurança do parque. Monica Antonieta sugeriu a realização de uma Audiência Pública sobre o tema e um mutirão de atendimentos no local.