O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) tem investido cada vez mais na capacitação de gestores públicos e na disseminação de conhecimento para a sociedade, como forma de prevenir erros na administração pública. A iniciativa é conduzida pela Escola de Contas Conselheiro José Borba Pedreira Lapa (ECPL), que desde 2014 já registrou 64.180 inscritos em 909 ações educacionais, totalizando 4.872 horas de atividades e mais de 36,5 mil certificados emitidos.
O diretor da ECPL, conselheiro Inaldo Araújo, destaca que a principal mudança foi ampliar o alcance da formação, que antes era voltada apenas para servidores do Tribunal. “O grande salto foi deixar de estar voltada apenas para os servidores do Tribunal e ampliar suas ações para gestores públicos, servidores de outros órgãos e todos aqueles que colaboram com a administração pública”, afirma. Ele explica que a lógica é atuar antes que o problema aconteça: “Quando fiscalizamos, estamos muitas vezes olhando para o passado, identificando e corrigindo erros. Quando orientamos e capacitamos, estamos olhando para o futuro”.
A atuação educativa também chega à sociedade por meio de programas como o Casa Aberta, Ouvidoria vai à Escola e Educação é da Nossa Conta – Na Estrada. Somente o Casa Aberta reuniu, entre 2016 e 2026, 5.199 estudantes baianos em 140 edições, com 561 horas de atividades voltadas à cidadania e ao controle social.
Os cursos oferecidos buscam atender às demandas da gestão pública. Segundo a diretora-adjunta da ECPL, Iaisa Sampaio, temas como contratos, licitações, prestação de contas, convênios e execução orçamentária estão entre os mais procurados, além de demandas crescentes relacionadas à inovação e à tecnologia. “A ideia é oferecer uma formação que faça sentido para quem vai utilizar aquele conhecimento na prática”, destaca.
Além do alcance estadual, o conhecimento produzido pelo TCE/BA ultrapassa fronteiras. Inaldo Araújo, que também preside o Instituto Rui Barbosa (IRB), instituição que conecta os Tribunais de Contas brasileiros na produção de conhecimento, ressalta que parte da estrutura do IRB fica sediada na Bahia, fortalecendo a relação entre Tribunais, Escolas de Contas, universidades e sociedade. Para ele, a terra de Ruy Barbosa passa a abrigar “um importante polo de inteligência, produção e disseminação de conhecimento do Sistema de Tribunais de Contas brasileiro”.