Barreiras, no oeste da Bahia, recebeu na segunda-feira (24) uma comitiva de Campo Verde (MT) interessada em conhecer o modelo de atendimento a pacientes com fibromialgia desenvolvido no município. A visita, que terminou nesta terça-feira (25), teve como foco o Programa HumanizaDor e a Rede Fibro, iniciativas da Secretaria Municipal de Saúde que já acompanham mais de 500 pessoas.
A comitiva mato-grossense foi composta pela secretária de Saúde e vice-prefeita de Campo Verde, Edna Queiroz, pela gerente da Atenção Primária à Saúde, Noemi Pereira, e pelo vereador Fábio Alves. Eles foram recebidos pela secretária de Saúde de Barreiras, Larissa Barbosa, pelo coordenador do Programa de Atenção à Fibromialgia, Bruno Ramos, e por outros integrantes da pasta.
Durante a agenda, os visitantes conheceram a estrutura do HumanizaDor, que se destaca pela abordagem multidisciplinar e pela integração com a rede municipal de saúde. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde, com capacitação das equipes e busca ativa de pacientes, que depois são encaminhados ao programa, onde podem acessar terapias não medicamentosas e tratamento convencional.
“Barreiras vem desenvolvendo uma forma de cuidado que integra a Atenção Primária, o acompanhamento especializado e as terapias complementares, colocando o paciente no centro da assistência. Podemos dizer que o município passa a ser uma referência para o Brasil no atendimento às pessoas com essa condição”, destacou Larissa Barbosa.
A comitiva também visitou a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), a Uninassau e a Unidade de Saúde da Família Herculano Faria, no bairro Barreirinhas. Nesta terça-feira, acompanharam atividades de hidroterapia e a Unidade de Saúde Aline Roberta, no bairro Cidade Nova, onde observaram o atendimento na Atenção Primária.
“Gostamos muito do projeto e estamos acompanhando porque ele é referência e apresenta uma proposta inovadora. Temos dificuldades com a fibromialgia e um dos motivos de estarmos aqui é justamente conhecer o programa, entender seu funcionamento e suas ramificações”, afirmou Edna Queiroz.
O coordenador Bruno Ramos explicou que o programa começou com 32 pacientes e hoje acompanha 578, com perspectiva de superar 650 até o fim do ano. “Já recebemos equipes da Amazônia, Rio de Janeiro, Sergipe e Pernambuco, e agora temos a satisfação de compartilhar nossa experiência com Campo Verde”, completou.