domingo, 30 de agosto de 2026
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Estagiários da Defensoria participam da Flipelô em atividade formativa

Estagiários da Defensoria participam da Flipelô em atividade formativa
Estagiários da Defensoria participam da Flipelô em atividade formativa
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Estagiários de nível médio da Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA) participaram, nos dias 6 e 7 de agosto, de atividades formativas e culturais durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador. A ação, que envolveu 52 estudantes, teve como objetivo ampliar o repertório e contribuir com a formação humanística do grupo.

Nesta edição, a Flipelô homenageia a escritora Myriam Fraga e o artista plástico Calasans Neto, além de celebrar os 40 anos da Casa de Jorge Amado. A participação dos estagiários integra a programação da Escola Superior da Defensoria Pública (ESDEP), que leva os estudantes a equipamentos culturais da cidade, reforçando a formação crítica e o repertório cultural, com impacto também no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Na quinta-feira, o grupo assistiu ao espetáculo “Rominho e Marieta”, na Arena Sesc-Senac Pelourinho, uma adaptação da diretora baiana Letícia Aranha para a obra “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare. O estagiário Luís Miguel, de 17 anos, que está na Defensoria desde fevereiro, destacou a importância da experiência para sua formação. “Eu estava pensando sobre como na nossa rotina a gente não vê muito sobre a democratização da arte, não tem muito acesso a pintura e a obras de arte. Então, a Defensoria dá essa possibilidade pra gente, isso abre a nossa mente, amplia o nosso repertório. É a primeira vez aqui no Teatro Sesc e nos museus do Pelourinho”, contou.

Luís Miguel também ressaltou que a iniciativa colabora para o acesso à arte e cultura, principalmente para pessoas negras e de baixa renda. Já a estagiária Taine Barbosa, de 17 anos, descobriu espaços no Pelourinho que não imaginava existirem. “Acho interessante porque não temos muitas oportunidades de vir, por causa da correria de escola e estágio, e a gente fica interessado, mais ainda, pelo assunto. Buscamos conhecimento complementar”, disse ela, que é fã da literatura brasileira, sobretudo da obra de Jorge Amado. Assim como o colega, ela pretende cursar faculdade na área de Ciências Humanas.

A pedagoga da organização pedagógica da ESDEP, Cacilda Queiroz, explicou que a visitação à Flipelô reverbera positivamente em diversos setores da vida dos estudantes. “É uma feira internacional do livro, eles são jovens, precisam estar a par do que acontece na sua cidade, movimento cultural, até por conta da escassez dos espaços que eles frequentam. Essa visita também representa um aumento do repertório cultural para que eles trabalhem o ENEM, já que todos os anos a gente trabalha com os estagiários as questões do ENEM. E muito mais do que isso, porque representa conhecer a nossa arte, a nossa vida, conhecer a nossa ancestralidade. É um caminho de cultura, política, democracia, conscientização do que cada um é”, afirmou.

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