domingo, 30 de agosto de 2026
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Defensoria realiza 38 atendimentos em Caravana de Direitos Humanos em Maragogipe

Defensoria realiza 38 atendimentos em Caravana de Direitos Humanos em Maragogipe
Defensoria realiza 38 atendimentos em Caravana de Direitos Humanos em Maragogipe
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A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) participou da Caravana de Direitos Humanos em Maragogipe, no Recôncavo baiano, realizada pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). Durante a ação, foram registrados 38 atendimentos, conduzidos pela coordenadora da 6ª Regional da DPE/BA, Bianca Fantinato, com apoio das servidoras Maria Luísa Cerqueira e Jéssica Magalhães.

A itinerância, que ocorreu na terça-feira (28) e quarta-feira (29), também incluiu uma reunião interinstitucional com as secretarias municipais de Desenvolvimento Social, Reparação Racial e da Mulher para discutir a implantação de um Grupo Reflexivo para Homens no município.

Entre os casos atendidos, uma mulher buscou ajuda para liberar o corpo da tia falecida no Hospital da Mulher. As familiares de primeiro grau estavam impossibilitadas de comparecer: a irmã está acamada e a mãe tem 92 anos. Após verificar a documentação, a Defensoria oficiou o hospital para solicitar a liberação do corpo, garantindo um sepultamento digno.

“O princípio da dignidade da pessoa humana estende sua proteção aos mortos e garante à família o direito de realizar um sepultamento digno, sendo este um direito subjetivo que não pode ser negado por formalismos excessivos, especialmente quando a situação é devidamente justificada”, declarou Bianca Fantinato no ofício.

Outro caso de destaque foi o reconhecimento de paternidade socioafetiva. Juliana Quirino, mãe de Kayllon Miguel, de 7 anos, buscou a Defensoria para que seu companheiro, Álvaro Antônio, pudesse registrar a criança. O genitor biológico já faleceu e não havia feito o registro. “A gente pretende se casar e ele quis reconhecer a criança como filha dele”, contou Juliana.

Ela relatou que tentativas anteriores foram frustradas por questões burocráticas e financeiras. “Ia dar um pouco de trabalho porque a nossa condição financeira não é a melhor”, avaliou. Após saber da Caravana pelo grupo de catequese do filho, ela buscou o atendimento. “Fiquei feliz e grata, pois meu filho vai ter o nome do pai no registro”, concluiu.

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