No Extremo Sul da Bahia, o Sebrae está apoiando iniciativas que mostram como o empreendedorismo pode ser um caminho para promover diversidade e inclusão. Histórias de artesãs e costureiras locais revelam que pequenos negócios têm um impacto significativo além da economia.
Entre os exemplos, a artesã Anna Aguiar, que, mesmo com a perda progressiva da visão, encontrou no macramê um novo propósito. Ela adaptou suas técnicas e, após um divórcio, transformou seu trabalho em símbolos de autonomia e autoestima. Anna destaca que sua atividade vai além da renda, representando qualidade de vida e inclusão.
A costureira Nonata Lima também se destaca, utilizando a moda para valorizar a identidade negra. Superando desafios e preconceitos, ela construiu seu negócio e participa de eventos que promovem o empreendedorismo feminino, como a Feira da Amizade.
Daiane Moreno, por sua vez, produz amigurumis que representam crianças com diversas características, promovendo a inclusão desde a infância. Sua coleção, que começou com a boneca Teca, tem como objetivo fazer as crianças se sentirem vistas e representadas.
Os projetos do Sebrae, como DELAS e Diversidade, visam fortalecer a gestão e a rede de relacionamentos das empreendedoras, ampliando as oportunidades de acesso ao mercado. Segundo a gestora Thamyris Maciel, o empreendedorismo é uma ferramenta de inclusão e valorização da identidade local.
O gerente regional do Sebrae, Alex Brito, ressalta que a diversidade é fundamental para criar oportunidades de crescimento para todos os empreendedores, independentemente de suas trajetórias. As histórias de Anna, Daiane e Nonata refletem a força do empreendedorismo como motor de transformação nas comunidades.
