domingo, 30 de agosto de 2026
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Unidade Móvel da Defensoria realiza 225 atendimentos em três cidades do Vale do Jiquiriçá

Unidade Móvel da Defensoria realiza 225 atendimentos em três cidades do Vale do Jiquiriçá
Unidade Móvel da Defensoria realiza 225 atendimentos em três cidades do Vale do Jiquiriçá
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A Unidade Móvel da Defensoria Pública do Estado da Bahia realizou 225 atendimentos durante passagem por Mutuípe, Ubaíra e Cravolândia, no Vale do Jiquiriçá, entre os dias 21 e 23 de julho. O segundo dia, em Ubaíra, foi destaque com 119 atendimentos, além de uma palestra para 35 pessoas sobre a história e serviços da Defensoria.

Em Mutuípe, foi assinado um Termo de Cooperação para capacitação de servidores do Grupo Reflexivo para Homens. Nos três municípios, foram entregues ofícios às secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social e aos Conselhos Tutelares para mapear vulnerabilidades locais. “Cada vez mais se mostra relevante o trabalho da UMA, não só pelos atendimentos individuais, mas pela aproximação com os municípios”, avaliou a coordenadora Camila Berenguer.

Em Mutuípe, foram 61 atendimentos. Uma avó, Fernanda*, relatou que o neto de 10 meses, com alergia à proteína do leite de vaca, precisa de leite especial que custa R$ 310 a lata, totalizando R$ 1.240 mensais, mas a prefeitura não fornece desde maio. A Defensoria encaminhou ofícios à Secretaria Municipal de Saúde e ao Ministério Público para garantir o fornecimento. Adelson de Jesus, 45 anos, buscou resolver o IPTU de imóvel vendido, e Welida Carine, 33 anos, precisava corrigir a certidão de nascimento do filho.

Em Ubaíra, foram 119 atendimentos. Rosinete Oliveira, 50 anos, buscou incluir o nome paterno na certidão do neto, cujo pai faleceu antes do nascimento. Jhene Victória solicitou adequação de nome e gênero nos documentos, evitando gastos de R$ 680. A Defensoria oficiou o cartório para informações sobre a retificação.

Em Cravolândia, foram 45 atendimentos, com destaque para segunda via de certidão e retificação de registro civil. Ana Cleide de Jesus Vitório buscou excluir o sobrenome “Santos” do filho Cleiton, 27 anos, que tem autismo e epilepsia, e também recebeu orientação sobre curatela. A Defensoria contou com apoio do INSS, presencial em Mutuípe e Ubaíra e remoto em Cravolândia, onde a idosa Maria do Carmo dos Santos Oliveira conseguiu agendar aposentadoria. “Estava tomando chá de camomila pra me acalmar. Agora, soube que está tudo certo. Isso foi uma bênção”, disse emocionada.

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