O comércio de ouro e joias em Feira de Santana, embora menos lembrado que o gado bovino, desempenha um papel significativo na economia local. A cidade, conhecida por sua vocação comercial, se destacou não apenas na venda de gado, mas também na produção de joias, que atraiu consumidores de diversas regiões.
Durante as décadas de 1930 e 1940, o português Joaquim Souza Coelho se destacou como um dos principais comerciantes de joias, abastecendo lojas em várias localidades, incluindo Sergipe. Sua história inclui um episódio curioso com o cangaceiro Lampião, que, ao abordar um vendedor de Coelho, exigiu rifles em troca da segurança nas vendas de joias.
A ourivesaria, que ofereceu emprego e renda a muitas famílias, viu o surgimento de grandes artesãos, como Minervino Ferreira da Cruz, conhecido como Pepeu, que produzia peças de alta qualidade. Contudo, a chegada de indústrias de joias do Sudeste, especialmente de São Paulo, alterou o cenário, levando muitos artesãos a se afastarem da produção.
O comércio de joias continuou a prosperar até os anos 1960, especialmente na Rua Marechal Deodoro, onde a venda de peças de ouro era intensa. João do Ouro, uma figura marcante mais recente, revitalizou o setor e se tornou uma liderança popular, contribuindo para a continuidade da tradição da ourivesaria na cidade.
Assim, a história do comércio de joias e ouro em Feira de Santana reflete não apenas a riqueza cultural da região, mas também seu impacto econômico, gerando empregos e atraindo consumidores de diversas localidades.
