A Escola Municipal Amélia Rodrigues, em Tororó, Salvador, lançou o Projeto Engenhoka nesta sexta-feira (28), uma iniciativa do Instituto Burburinho Cultural que oferece atividades de robótica educacional e artes visuais para 60 alunos do 6º ao 9º ano.
O projeto, com carga horária de 40 horas, visa estimular a criatividade e o raciocínio lógico, além de ampliar o acesso de crianças e jovens às tecnologias e linguagens artísticas. As atividades ocorrem em um estúdio maker na escola, que conta com equipamentos como tablets, impressora 3D e canetas 3D.
Segundo Priscila Seixas, presidente do Instituto Burburinho Cultural, a proposta vai além da construção de robôs, buscando aproximar os estudantes da arte e da tecnologia. “Para construir um robô, a gente precisa construir uma escultura, uma obra”, explicou.
O Engenhoka utiliza uma metodologia multidisciplinar que integra conhecimentos científicos e artísticos, permitindo que os alunos criem robôs a partir de referências da história da arte. Ao final do projeto, os equipamentos do estúdio serão doados à escola, garantindo a continuidade do uso por parte dos estudantes.
A diretora da escola, Cátia Machado, destacou o entusiasmo da comunidade escolar com a chegada do projeto. Alunos como Maria Eduarda e Rebeca expressaram sua ansiedade para explorar as novas tecnologias, especialmente a impressora 3D.
Com a expansão para Salvador, o Projeto Engenhoka agora atua em diversas regiões do Brasil, mobilizando estudantes da rede pública e celebrando 20 anos do Instituto Burburinho Cultural em 2026.