A inteligência artificial (IA) no setor agrícola enfrenta desafios como a baixa conectividade, mas também oferece vantagens significativas, como a integração entre produtores. Essa análise foi apresentada pelos engenheiros agrônomos Maykol Ouriques e Guilherme Sanches, em uma série de entrevistas do Confea sobre o papel da IA na Engenharia, Agronomia e Geociências.
Os especialistas destacam que, apesar das dificuldades estruturais, o agronegócio brasileiro está acompanhando a evolução tecnológica da IA em diferentes estágios. A mecanização e a agricultura de precisão são as principais áreas onde a IA já está sendo aplicada, promovendo eficiência através do monitoramento em tempo real de máquinas e otimização do uso de insumos.
Os impactos para os produtores rurais de Mato Grosso (MT) são significativos, pois a IA pode auxiliar na análise de dados agronômicos, no controle de pragas e doenças, e na previsão do tempo, tudo isso sob a orientação de profissionais capacitados. O uso ético da tecnologia também é uma preocupação constante entre os especialistas.
Maykol Ouriques, engenheiro agrônomo formado pela UFSC, e Guilherme Sanches, engenheiro agrícola pela Unicamp, estão à frente de iniciativas que buscam ampliar a utilização da IA no campo. Ouriques enfatiza que, apesar do mercado aquecido, há uma falta de profissionais capacitados para utilizar as ferramentas disponíveis, o que requer investimentos em capacitação.
Já Sanches observa que a IA, que começou na agricultura de precisão, está se expandindo para outras áreas, incluindo gestão e análise de dados, tornando-se uma ferramenta essencial para toda a cadeia produtiva agrícola.