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sábado, 04 de julho de 2026
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Postado emVida e Saúde

Vacinação contra covid-19 avança, mas cobertura ainda é insuficiente

Vacinação contra covid-19 avança, mas cobertura ainda é insuficiente
Vacinação contra covid-19 avança, mas cobertura ainda é insuficiente

A vacinação contra a covid-19, iniciada há cinco anos no Brasil, resultou na diminuição da pandemia, mas a doença ainda persiste em níveis preocupantes. Especialistas alertam para a importância de manter a imunização, especialmente entre aqueles que não foram vacinados ou que apresentam maior risco de complicações.

Em 2025, menos de 40% das 21,9 milhões de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde foram aplicadas, totalizando apenas 8 milhões de vacinas administradas. Dados da plataforma Infogripe da Fiocruz indicam que, nesse ano, mais de 10 mil pessoas adoeceram gravemente devido ao coronavírus, resultando em cerca de 1,7 mil mortes.

Leonardo Bastos, coordenador do Infogripe, enfatiza que o coronavírus continua sendo uma ameaça significativa à saúde. “A covid não foi embora. Temos surtos e avaliamos constantemente se eles podem se transformar em epidemias”, afirmou. A pesquisadora Tatiana Portella acrescenta que o vírus não apresenta sazonalidade definida, o que aumenta o risco de novas ondas de infecção.

A vacina contra a covid-19 foi incorporada ao calendário vacinal básico para crianças, idosos e gestantes desde 2024. Contudo, a adesão tem sido desafiadora, com apenas 3,49% do público-alvo infantil vacinado em 2025. O Ministério da Saúde reconhece que os dados atuais subestimam a cobertura real.

Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, destaca que a percepção de risco é um fator crucial para a baixa adesão. “Quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era diferente, com menos casos e mortes, o que diminuiu a percepção de risco”, explicou.

As crianças, especialmente as menores de 2 anos, são um dos grupos mais vulneráveis às complicações da covid-19. Entre 2020 e 2025, foram registrados quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave nessa faixa etária, resultando em 801 mortes. Além disso, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) pode ocorrer em crianças infectadas, com uma taxa de mortalidade de cerca de 7%.

Apesar dos desafios, a eficácia das vacinas é evidente. Um estudo com 640 crianças vacinadas em São Paulo mostrou que apenas 56 contraíram a doença após a vacinação, sem casos graves. A importância da vacinação e do papel dos profissionais de saúde na conscientização da população é fundamental para aumentar as taxas de imunização.

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